quinta-feira, 12 de março de 2009

Ano difícil


Vai explicar...

quarta-feira, 11 de março de 2009

As coisas como são


Engraçado como as coisas são.

Esses dias fui ao médico. Como trabalho até às 18h30min, marco sempre o último horário disponível, que, geralmente, é esse aí mesmo. Mas como eu estava precisando, marquei.

Saí do escritório (na Protásio Alves) 18h15min, ou seja, praticamente impossível de chegar no horário marcado (consultório na Annes Dias), 18h30min. No trajeto, feito de taxi, já fui imaginando a desculpa que eu ia dar, pois, afinal, esperar é um saco. Ainda mais se é final de tarde e tu está louco para ir para casa. Como o trânsito estava congestionado (o que é normal, diga-se de passagem), etendi que a verdade seria uma boa desculpa. E, sendo o médico morador de Porto Alegre (presumi eu), certamente iria entender.

Cheguei no consultório 18h45min.

Contudo, para minha surpresa, o sala de espera estava lotada. Tendo em vista que o meu horário era o último, juntei os pauzinhos: a coisa tá atrasada.

Engraçado como as coisas são. No momento que eu me dei conta que teria de esperar para ser atendido, mesmo tendo chegado atrasado, faleceram as desculpas na minha cabeça e comecei a fuzilar em pensamentos o absurdo de o médico estar atrasado (o que, também diga-se de passagem, é comum à espécie).

Um pensamento tipicamente brasileiro, não é verdade?

Ninguém olha muito para o seu rabo. Mas se é para esculhambar o outro, ainda que por um motivo que tu também poderia ser esculhambado, tamo junto e misturado!

terça-feira, 10 de março de 2009

Colírio

Após um breve hiato.

Nesse período de transição, pude observar algumas coisas. Dentre elas, e talvez a mais triste, seja e de que tudo está errado e ninguém se importa com isso. Ou, então, a de que quase tudo está errado e pouco gente se interessa pelo assunto, pois, afinal, no dos outros é colírio.

Digo isto pois talvez faça parte, dentro em breve, da classe dos advogados. E, para tanto, tive que passar pelo Exame de Ordem.

Para os que desconhecem, convido-os a dar uma olhada nos locais onde são aplicadas as provas, especialmente as da segunda fase, onde é facultada a consulta bilbiográfica. (vamos deixar claro que, embora o edital diga que a cosulta é facultativa, experimenta ir sem um livrinho para a prova...)

A cena é deprimente: centenas de examinandos andando de um lado para outro, carregando malas, maletas e caixas com livros; alguns, até, com coleções inteiras na bagagem. Dor nas costas pegada no dia seguinte.

O que me vinha na cabeça era "porra, tu passa cinco anos se fudendo e tudo se resume a isto: uma pilha de livros, a conta bancária no vermelho e seja o que Deus quiser". Sim, pois qualquer risco no livro pode acarretar a eliminação sumária do candidato.

Se muitos tivessem a oportunidade de vislumbrar a cena, sem dúvidas, tentariam outra profissionalização.

Muitos alegam a inconstitucionalidade do exame com base no artigo da Constituição que diz que ninguém pode ser obstado de exercer profissão e blá blá blá.

Entretanto, o ponto me parece outro: por que raios tão-somente os bacharéis em ciências jurídicas e sociais (o sociais é só para constar, ok?) são obrigados a passar pelo certame?

Me pergunto qual seria o resultado de um "exame de ordem" nos médicos, engenheiros, professores, deputados, ministros e presidentes.

Não estou, de forma alguma, criticando o exame. Acredito que, do jeito que a barca vai, alguma coisa deve ser feita, sim. Contudo, e nas outras profissões? Ou será que o câncer da sociedade seja o advogado?

Recentemente houve uma tentativa de instituir o "exame de ordem" nos médicos. Ato contínuo, houve chiadeira, queima de instrumentos cirúrgicos em praça pública e narizes de palhaço em passeatas pelo centro de Porto Alegre. Ora, um absurdo, diziam eles. Talvez é porque saibam do resultado catastrófico...

Enfim, no dos outros é colírio.

E o osso é de costela. De dinossauro!

domingo, 2 de novembro de 2008

Ausência

... de tempo.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Eleições 2008 II

Para quem não leu, aconselho dar uma olhada na coluna da Ruth de Aquino dessa última Época: O valor real do voto consciente.

Acho que nunca tinha lido um texto tão consistente sobre o voto facultativo, bandeira que sempre levantei.

Como a tarefa de escrever algo tão bom quanto é extremamente complicada, vão alguns trechos:

"Há vários tipos de voto numa democracia. Não são todos válidos, mas a maioria é legítima, desde que a escolha seja consciente. Já escrevi contra o voto obrigatório. Não acredito que obrigar a população a votar aumente a representatividade. Em números, sim. Mas é um total ilusório por ser forçado. O voto facultativo, próprio das democracias consolidadas e maduras, me parece mais... democrático. E mais revelador. É assim nos Estados Unidos, Canadá, na Europa. Os índices de absenteísmo mostram se há adesão ou descrédito - e podem ser uma luz amarela instrutiva para os políticos. É assim na França, onde estou. O desinteresse, sobretudo dos jovens, é um dos maiores pesadelos do político. Um adversário na hora da campanha.

Quando o voto é facultativo, os candidatos precisam convencer o eleitor a sair de casa e ir às urnas. Por isso, a campanha ganha consistência. E há debates na televisão e no rádio. Não um nem dois. Muitos. É frustrante, para o eleitor indeciso, não ver o candidato na TV. A exigência de exibir todos os candidatos em bate-boca televisivo é uma regra tola que transformaria o debate num circo indigesto de nanicos, sem tempo para aprofundar as grandes questões. Vivemos uma absurda e subdesenvolvida fragmentação dos partidos no Brasil"
.

domingo, 5 de outubro de 2008

Eleições 2008

"A chuva não impediu Angélica e Luciano Huck de votar."
- Site EGO.

Que bom, penso eu.

E caso os impedisse de votar, aconselharia a leitura do art. 14 da Constituição Federal, principalmente o inciso primeiro do parágrafo primeiro: "O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os maiores de dezoito anos".

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Ahhh, o dinheiro...


Segue a entrevista da Carol Miranda para o EGO da Globo.com.

Atentem para o fato de que, lá pelas tantas, ela diz que "não gostaria de falar de dinheiro", mas repetir umas trocentas vezes "dinheiro", "valores", "proposta".

Mas, vamos deixar a hipocrisia de lado: no fim das contas, "nem tudo é dinheiro".


EGO: Qual foi a sua reação quando recebeu a primeira proposta para fazer o filme pornô?
Carol Miranda:
Fiquei assustada. Era uma cosia nova para mim. Mas os valores foram aumentando. Também fui me adaptando. Pintou a revista de nu, e uma coisa foi levando à outra.
De quanto foi a proposta inicial para atuar?
Carol Miranda:
Não gostaria de falar de dinheiro.
Mas foi o aumento dos valores que tentou você a aceitar?
Carol Miranda:
Sim, foi o dinheiro.
Como a sua família reagiu?
Carol Miranda:
Todo mundo me apoiou. Foi uma proposta muito boa, e eu não sei se vou ter outra oportunidade como essa na vida.
Você tem 19 anos, e é virgem mesmo?
Carol Miranda:
Sou virgem, sim (risos)!
O fato de você não ter tido relação sexual até hoje foi uma postura sua ou simplesmente não aconteceu?
Carol Miranda:
Tenho 19 anos, mas sempre fui muito presa. Até os 18 anos, quase não saía de casa. Só depois que minha tia Gretchen começou a namorar meu tio Denis, é que comecei a sair mais de casa. Foi aí também que iniciei minha carreira de cantora. A questão da virgindade foi por causa disso. Até então, não apareceu ninguém. Eram só aqueles namorinhos bobos. As pessoas falam muito do fato de eu ser virgem, mas para a minha realidade, isso é normal.
Você falou que até os 18 quase nem saía de casa, morava com a mãe, e de uma hora para a outra vai fazer um filme pornô. Sua mãe aceitou isso?
Carol Miranda:
Ela tomou um choque quando eu comecei a cantar funk e a usar roupinha curta. Depois veio a revista de nu, e agora o filme. É claro que fazer um filme desse tipo é forte, mas ela foi acostumando. Antes, ela abominava. Sendo bem sincera, quando envolve dinheiro, tudo muda. A gente vive numa hipocrisia muito grande. Fiz mesmo porque foi uma proposta muito boa. Só tenho 19 anos e tenho que aproveitar.
Quando você decidiu fazer o filme...
Carol Miranda:
Não é que eu decidi. Recusei várias propostas, e foram muitas, mas chegou a um valor que eu não sei se eu vou ter oportunidade para ganhar essa grana. Estou sozinha, não estou namorando, e optei por fazer sexo anal. Vou fazer, continuar virgem e resolver minha vida. Depois, sei que vou encontrar uma pessoa bacana para ficar comigo e perder minha virgindade.
Mas quando você foi negociar com o pessoal da “Sexxy World”, teve que mostrar algum atestado médico que comprovasse a sua virgindade?
Carol Miranda:
Tive, sim.
Você disse que não vai perder sua virgindade no filme, mas vai fazer sexo anal. Você já teve alguma experiência desse tipo antes?

Carol Miranda:
Não. Nunca tinha feito sexo.
Mas não é meio chocante começar sua vida sexual assim?

Carol Miranda:
É chocante, mas fui me preparando. Tomei umas coisinhas para acalmar. A equipe do filme também é muito boa. Não foi fácil, mas também não foi difícil.
Então você já filmou?

Carol Miranda:
Não, só fiz algumas cenas para me adaptar, mas não tem nada pronto. Só estou ensaiando, mas sem penetração.
Que exigências você fez para topar fazer o pornô?

Carol Miranda:
Bem, só pedi para que fosse sexo anal, e outras coisas que não vou falar. Vou deixar como surpresa.
Mas você escolheu o ator que vai contracenar com você?

Carol Miranda:
Sim, fiz uma seleçãozinha (risos).
Pode contar quem foi o escolhido?

Carol Miranda:
Não! Ainda não posso dizer.
Está nervosa para fazer a grande cena?

Carol Miranda:
Estou, sim, mas é como eu disse, foi uma proposta muito boa. Não que tudo seja dinheiro, mas foi irrecusável.